Projetos & Pesquisas


Mercado de trabalho é destaque, aponta pesquisa

Desenvolvimento econômico justifica melhoria da qualidade de vida, segundo a Fundace/Acirp

Categoria:

Indicadores Econômicos

Pesquisador(es):

Prof. Dr. Cláudio de Souza Miranda

Mercado de trabalho é destaque, aponta pesquisa

Desenvolvimento econômico justifica melhoria da qualidade de vida, segundo a Fundace/Acirp


Fonte: Jornal A Cidade - Raissa Scheffer

O desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto é o que mais conquista os moradores da cidade. Entre os aspectos positivos do município apontados pela população estão o mercado de trabalho local, as oportunidades, o acesso a bens e serviços e o consumo.

A pesquisa Qualidade de Vida, feita pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) e Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp), ouviu 391 pessoas no meio deste ano e mostrou que a maioria dos entrevistados está satisfeita com a cidade, mas ainda sente falta de ter um melhor salário e trabalhar menos.

“No geral, essa primeira fase da pesquisa [que tem três fases], mostra que Ribeirão Preto é considerado um lugar bom para morar”, diz o economista Claudio Miranda, pesquisador da Fundace. Em uma escala de 0 a 10, o município obteve nota de 7,8 na qualidade de vida.

E os aspectos econômicos foram os que mais contribuíram para esse bom desempenho, segundo o economista Fred Guimarães, da Acirp. Entre os sete itens “preferidos” apontados pelos entrevistados, cinco têm relação com a atividade econômica.

“O desenvolvimento econômico é forte em Ribeirão e as pessoas têm essa percepção. No mercado de trabalho, por exemplo, o avanço nas vagas acompanha o avanço da população. A cidade consegue absorver os profissionais”, diz Guimarães.

Pontos negativos

Já sobre os pontos negativos, os entrevistados destacaram a violência, o trânsito e o tempo de locomoção dentro da cidade - esses dois últimos também relacionados ao desenvolvimento econômico, que possibilitou maior renda e mais veículos nas ruas.

E esses pontos negativos contribuíram para diminuir a sensação de otimismo em relação ao futuro da cidade. Dos entrevistados, 6,9% se disseram muito otimistas: no ano passado foram 12,8%. Mas grande parte dos ouvidos, 48,1%, está otimista com o futuro de Ribeirão.

Maioria integra estilo de vida de Ribeirão Preto

A pesquisa de Qualidade de Vida também avaliou o que a cidade significa para os entrevistados.
Em uma escala de 1 a 10, em que 1 significa que “Ribeirão é apenas um lugar para morar”, e 10 significa que “sentimento de fazer parte da cidade”, a nota média foi de 7,8.

“É uma avaliação significativa, tendo em vista que Ribeirão é uma cidade que atrai muita gente de fora, mostra que grande parte das pessoas está integrada com o modo de viver aqui”, diz o economista Claudio Miranda, pesquisador da Fundace.

Já em relação ao orgulho de morar em Ribeirão, há um processo de queda nesse sentimento. Em 2012, 37,8% dos entrevistados disseram que sentiam muito orgulho de morar aqui. Já neste ano, esse índice caiu para 32,7%. A maioria, 49,9% disse que sente um pouco de orgulho da cidade.

E quem mora em Ribeirão não tem a intenção de deixar a cidade: 56,5% disseram que não mudariam. Já entre os 38,4% que alegaram que têm vontade de sair da cidade, 42% iriam para uma cidade menor e 34% disseram que mudariam em busca de maior qualidade de vida.

“Esse indicador mostra que Ribeirão já tem características de metrópole, com boas oportunidades, mas com uma parcela que deixaria a cidade para viver em uma outra mais tranquila”, diz Fred Guimarães.


Confira aqui, os números da pesquisa na íntegra.