Vegetais Semi-Processados

Os vegetais minimamente processados são alimentos ao mesmo tempo práticos e saudáveis. A horticultura brasileira é rica em produtos que potencialmente podem ser utilizados como minimamente processados, destacando-se a alface, a couve, a cenoura, o brócolis entre outros, os quais apresentam grande aceitação pelos consumidores quando comercializados nessa forma, por questões de conveniência, qualidade e higiene.

Em todo o mundo, observa-se um crescimento expressivo no consumo desses produtos. Os maiores mercados são os Estados Unidos, Inglaterra, França e Itália. No Brasil, esse segmento é ainda pequeno, embora em expansão. O desequilíbrio entre o preço do produto a granel e do produto processado é ainda um limitante para os consumidores das classes de menor poder aquisitivo adquirirem tais produtos. Por isso, praticamente todo o consumo doméstico está concentrado nas classes A e B.

Por serem produtos altamente perecíveis e de vida útil curta, essa cadeia produtiva requer cuidados especiais em todos os elos, o que enfatiza a questão da qualidade desde a produção agrícola, passando pelas etapas industriais e, por fim, pela distribuição.

Nas redes de auto-serviço, a seção de hortifrutis, e especialmente, a área destinada a exposição de vegetais minimamente processados tem sido ampliada e diversificada, para atender um mercado em crescimento. De modo geral, a compra desses produtos pelas grandes redes é realizada diretamente com a indústria processadora, que compram a matéria-prima diretamente dos produtores agrícolas. Tais produtos também são largamente consumidos nas redes de Fast Food. Estas redes costumam comprar os vegetais minimamente processados das grandes indústrias processadoras.

Os efeitos multiplicadores da agregação de valor à produção pelo processamento mínimo de vegetais ocorrem tanto a montante, na atividade agrícola, como a jusante, na estrutura de comercialização e serviços, e refletem-se na efetiva interiorização do processo de desenvolvimento. O alto valor agregado desses produtos melhora a competitividade do setor de produção de hortaliças, resultando num importante impacto econômico e social por meio da redução das perdas e possivelmente pela geração de uma renda adicional ao produtor rural engajado na cadeia de vegetais minimamente processados.

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