Psicultura

O consumo de tilápia tem aumentado nos EUA. Evoluiu desde 2000 da 11ª posição para a 4ª em 2006 na lista dos dez organismos aquáticos mais consumidos. Nesse mesmo período, as importações aumentaram em 327%. Com isso, são os maiores importadores mundiais do produto.

Seus fornecedores variam conforme o tipo de produto da tilápia. Dos filés congelados, 85% são importados da China, dos peixes inteiros congelados, 67% são comprados também da China e 30% são provenientes de Taiwan. Devido à localização geográfica mais próxima e ao menor prazo de validade, os filés frescos são importados da América Latina. Para esse produto, os quatro principais exportadores ao mercado americano são Equador (48%), Honduras (31%), Costa Rica (10%) e Brasil (6%). Do total das importações americanas em 2006, 46% foram de filés congelados, 38% de tilápia inteira congelada e 16% de filés frescos.

Nesse contexto, as exportações brasileiras aumentaram em 63% de 2005 para 2006. Foi o maior aumento em volume (252 toneladas) neste período entre os países da América Latina.

O mercado europeu para a tilápia ainda é pequeno. Os principais fornecedores de tilápias e peixes similares para o mercado europeu, são países da Ásia, EUA e Costa Rica. A América Latina praticamente não exerce nenhum papel nas importações de tilápia no mercado europeu, sendo principalmente de peixes inteiros e congelados.

Entre os produtores brasileiros, destacam-se a empresa Tilápia do Brasil e o grupo Netuno. Na América Latina, Empacotadora Nacional C.A. Enaca, Aquamar S.A., Aqua Corporation Internacional, Aqua Corporación de Honduras S.A. e Acqua Chile S.A.

Esses produtores terão condições favoráveis diferenciadas para se produzir no Vale do São Francisco, eliminando gargalos que diminuem a produtividade. Na região, o clima é quente o ano todo e há oferta abundante de água circulante. Será possível atender ao período de maior demanda americana, quando é inverno no Brasil e verão nos EUA.

É fundamental que as empresas produtoras instalem também unidades de beneficiamento na região para que o produto seja exportado pela própria empresa, retirando-se as fatias de lucro dos atravessadores que atuam no mercado brasileiro. Essa atuação faz com que os produtores tenham margens de lucro apertadíssimas, tornando muitas vezes o custo de oportunidade da mão-de-obra familiar maior que os lucros obtidos na atividade. Este entrave também começa a ocorrer no sistema de integração da produção, devido aos menores preços de compra praticados pela empresa compradora da produção.

Concluindo, o foco é atrair empresas produtoras e beneficiadoras para exportação do produto acabado ao mercado americano e no futuro próximo, ao mercado europeu.

 

 

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