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O Brasil se destaca na produção da lima ácida tahiti voltada para venda in natura no mercado interno e externo. Também apresenta processamento de suco e extração de óleos e essenciais de lima. Já com relação ao limão siciliano, o volume produzido internamente é muito baixo, e voltado para o processamento de suco e extração de óleos e essências.
O presente trabalho tem o objetivo de analisar a viabilidade da implantação de um pólo citrícola de lima ácida Tahiti (Limão Tahiti) e limão Siciliano (Limão Verdadeiro) nos projetos de irrigação sob a jurisdição da CODEVASF, especialmente naqueles situados na bacia do rio São Francisco.
No período de 1990 à 2004 observa-se uma tendência de alta no consumo mundial de lima e limão, com maior destaque para os Estados Unidos, o maior consumidor mundial.
Os dois principais mercados mundiais de lima e limão são os EUA e a União Européia (U.E). Com relação aos principais exportadores mundiais de limão verdadeiro e de lima, destacam-se respectivamente, a Argentina e o México. O Brasil ganha destaque no passado recente, exportando lima para a U.E..
Com relação ao consumo no mercado interno, destaca-se no Brasil uma expressiva participação da lima ácida tahiti em relação ao limão siciliano. Três estados brasileiros se destacam como maiores consumidores per capita da lima ácida tahiti, sendo: São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão.
O consumo per capita nacional quando comparado com o mundial revela o elevado potencial de crescimento, dos atuais 0,549 kg/habitante para média mundial de 1,94 Kg/habitante ano.
Observa-se também uma ampliação do mercado interno brasileiro com tendência de aumento nos últimos anos.
Com relação às exportações brasileira de sucos de lima ácida e limão, a análise dos últimos anos revela uma tendência de crescimento em volume, o que também ocorre nas exportações mundiais. Entretanto, o preço diminuiu ao longo dos anos estudados.
As exportações brasileiras de óleos essenciais de lima e limão também cresceram em volume, mas com queda e ou manutenção de preço. O crescimento brasileiro de exportações de óleos e essências de lima e limão apresenta direção oposta do mercado mundial, que apresentou queda nos últimos anos.
Com relação aos canais de distribuição de lima ácida tahiti, tem-se que 89 % de sua produção é destinada o mercado interno, 7 % para o processamento e 4 % para exportação. Os principais canais de distribuição de lima ácida tahiti são os CEASAs regionais, com mais destaque o CEAGESP.
Verificou-se também uma tendência de crescimento nas produções de limão e lima ácida, tanto a nacional, como a mundial.
Como exposto, é evidente a presença de um elevado mercado internacional potencial para a lima brasileira. As análises preliminares evidenciam a possibilidade de desenvolvimento e ampliação da produção no Vale do São Francisco (V.S.F.) de lima in natura para exportação. Além da infra-estrutura existente, o grande diferencial da produção no São Francisco consiste na época de colheita da fruta, de setembro a novembro, entressafra da produção paulista. Assim, a produção do V.S.F. permitirá a continuidade das exportações de lima ao longo de todo o ano.
Para o desenvolvimento destas atividades, alguns impedimentos deverão ser superados: i) logística para escoamento da produção de lima in natura até o porto de Salvador; ii) desenvolvimento de um mercado interno local para demandar o descarte das exportações (60% da produção); iii) estruturação de uma industrial local para processamento de sucos e extração de óleos e essências a partir do descarte; e iv) aprimoramento das técnicas de cultivo de lima para a indução de florada na época que é do interesse do exportado.
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