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| Frutas Secas |
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A análise da cadeia de frutas secas indica boa atratividade na implantação de empresas do ramo de desidratação no pólo do Vale do São Francisco (VSF), já que este apresenta atrativo fiscal, linhas de financiamento, ampla disponibilidade de matérias primas e mão de obra, adequada infra-estrutura, apoio estatal, apoio em pesquisa e potencial de expansão.
A produção de frutas secas e desidratadas em escala industrial é praticamente inexistente no país, apresentando grande tendência de crescimento, já que o produto é adequado ao hábito alimentar brasileiro e de muitos países, e que vêm apresentando mudanças consideráveis nas últimas décadas, principalmente no que se refere a produtos prontos para consumo e com características saudáveis. O método utilizado para caracterizar a viabilidade de instalação de uma unidade de produção foi sustentado pela busca de dados secundários (FAO e IBGE) e em contatos com empresas produtoras, técnicos da área de desidratação, empresas de insumos, empresas de consultoria na elaboração de plantas industriais, órgãos de pesquisa (ITAL), câmaras de comércio, entre outros.
As empresas de insumos desempenham um papel fundamental na cadeia produtiva, tanto na instalação na empresa, quanto na assistência técnica prestada para a manutenção de equipamentos e máquinas. Pode-se constatar que os preços e financiamentos variam de acordo com a capacidade produtiva e porte da empresa a ser instalada. Também foi possível verificar que não há limitações de crescimento das devido à restrição de insumos, uma vez que as empresas de equipamentos e consultorias se mostraram bastante estimuladas a investir no VSF. A disponibilidade de insumos (desidratadores, esteiras, estufas e tanques) também é variável conforme o porte da indústria. Indústrias de grande porte terão seus equipamentos feitos sob medida, o que torna o tempo de entrega maior comparado com uma indústria de pequeno porte, que pode adquirir um maquinário já existente. Os preços, as capacidades e os modelos encontrados no mercado podem ser visualizados nos anexos D1, D2 e D3. Um ponto importante é a idoneidade dos fornecedores de equipamentos, já que foram levantadas dúvidas sobre a qualidade dos equipamentos de algumas empresas.
O VSF é um dos maiores produtores de frutas do país, proporcionando uma demanda muito grande de matéria-prima para as indústrias de secagem. A grande variedade de frutas tropicais disponíveis proporciona variação da produção conforme a sazonalidade de cada fruta, ou seja, utilizam-se as frutas da época (baixo custo) para desidratar, obtendo-se produtos mais baratos e com qualidade aceitável. A alta taxa de frutas produzidas para exportação, que devem passar por uma classificação, onde muitas acabam sendo descartadas por não apresentarem tamanho, peso e cor estabelecidos pelos mercados externos, mas que são frutos de boa qualidade que podem ser utilizados para o processamento de desidratação, reduzindo as possíveis perdas. As frutas secas resultam em produtos de alto valor adicionado, proporcionando um ganho maior do que a comercialização da fruta in natura. As frutas secas não estão restritas à alimentação humana, muitas dessas frutas (principalmente frutas da safra) podem ser comercializadas para o uso em artesanatos, por exemplo.
O VSF apresenta uma malha rodoviária adequada para o transporte de equipamentos de um estado para outro sem maiores transtornos. A implantação de empresas de desidratação seria de suma importância para fornecer aos produtores uma garantia de venda de sua produção. Esses produtores podem estabelecer contratos com empresas que assegurarão a compra de toda a produção, resultando em garantia de matéria-prima para a empresa. Esse elo pode ser fortalecido com subsídios fornecidos por bancos investidores que atuariam no intuito de suprir as necessidades da empresa e do produtor. No estado de São Paulo várias empresas de frutas processadas e desidratadas foram instaladas com financiamento específico que pode ser também proporcionado no VSF. A implantação de empresas de desidratação seria importante para fornecer aos produtores uma garantia de venda de sua produção. Como as adequações às normas de qualidade da ANVISA são iguais os do mercado internacional (Codex Alimentarius), o produto pode ser comercializado tanto no mercado interno quanto no externo sem nenhuma necessidade de adequação.
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