| Bioenergia |
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Diversos são os direcionadores que impulsionam as pesquisas mundiais nos programas de biocombustíveis. O aquecimento global (aumento médio em torno de 3° ainda para este século), preço do barril de petróleo em patamar elevado (média US$ 50,00), tendência de crescimento na demanda mundial de energia em 52% até 2030 (90% ainda baseado em combustíveis fósseis) e o crescimento populacional elevado (principalmente asiático) impulsionando a demanda por veículos (mais de 400 milhões de veículos somente na China em 2040) constituem alguns desses direcionadores.
Potencialmente há uma necessidade imediata em aprofundar os estudos sobre os programas de bioenergia que faça uso de fontes renováveis, como os obtidos a partir dos óleos vegetais. Neste cenário, o biodiesel tem recebido uma atenção bastante específica por ser o único destinado à movimentação dos veículos de cargas.
Atualmente o mundo consome 80 milhões de barris de petróleo por dia, no entanto a produção mundial de óleos vegetais foi de apenas 2 milhões de barris/dia. Para fins estatísticos, segundo a Oil World, no ano de 2004, 81% do óleo vegetal produzido no mundo foi destinado à alimentação humana, 10% para a indústria oleoquímica, 6% à ração animal e apenas 3% ao biocombustível. Em 2008, a organização estima que a fatia de alimentação humana tenha queda para 78%, enquanto a destinada à produção de biocombustível dobre para 6%.
Este potencial de mercado gradativamente está se ampliando devido às novas oportunidades geradas pela regulamentação de uso em várias partes do mundo. Nessa realidade, o setor agrícola assumirá nos próximos anos a tríplice importância de produzir energia juntamente com alimentos e fibras.
Dada esta nova responsabilidade do setor primário, várias são as matérias-primas utilizadas para a produção do biodiesel. O PENSA está realizando vários estudos em diversos Sistemas Agroindustriais de oleaginosas. O objetivo é estabelecer, com maior precisão, quais são as oleaginosas que melhor se enquadram às diferentes condições edafo-climáticas existentes nos Vales dos Rios São Francisco e Parnaíba, levantando suas viabilidades técnicas-econômicas.
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