Apicultura

A apicultura brasileira foi impulsionada pela introdução da abelha africana no ano de 1956, quando por um acidente essas abelhas escaparam de um apiário experimental e começaram a acasalar com as de raça européias. Esse híbrido de abelhas, africanas e européias, passou a ser chamado de Abelha Africanizada.

Essas abelhas são altamente resistentes a doenças, por isso o Brasil é o único país a produzir mel sem o uso de medicamentos. Somente com o desenvolvimento de técnicas adequadas às abelhas africanizadas, nos anos 70, a apicultura brasileira passou a crescer e se expandiu para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Desde então, o país tem se mostrado competitivo para tal atividade.

Juntamente a isso, a variedade de flora e clima brasileiro permite que o mel produzido seja um mel rico em cores, aroma e sabores. Seis grandes regiões definem a fonte dessa riqueza: Amazônia, Caatinga, Pantanal, Pampa Gaúcho, Mata Atlântica e Cerrado. Cada um representa um ecossistema distinto, o que permite a produção 365 dias por ano. Esses são alguns dos motivos que explicam porque a apicultura brasileira vem ganhando destaque no mercado nacional e internacional.

Segundo dados da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), a produção apícola triplicou nos últimos anos, e hoje o Brasil é o 11º produtor mundial. A cadeia produtiva envolve mais de 350 mil apicultores, geram 450 mil ocupações no campo e 16 mil empregos diretos no setor industrial. No mercado internacional já o 5º maior exportador.

O cenário ainda é promissor de acordo com a CBA, e há ainda um grande potencial a ser explorado e descoberto, favorecido pelas características naturais da terra. O estado do Piauí possui a maior cadeia produtiva apícola da região nordeste e a segundo maior do país. Outro aspecto interessante a ser destacado é o fato da atividade ter em torno de 70% dos seus produtores localizados na porção semi-árida do estado. Alguns estudos da Embrapa indicam que a atividade está mudando a paisagem sócio-econômica de alguns municípios na região semi-árida, que são áreas extremamente carentes de atividades que gerem ocupação e renda para seus habitantes, por ser castigada pelas secas. No caso da Apicultura, períodos de seca em determinadas épocas podem ser importantes aliados da atividade, porque favorecem o desabrochar de importantes flores melíferas, como o marmeleiro, a aroeira, o juazeiro e o cajueiro.

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