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Notícias
INDICADORES DE PERCEPÇÃO • SEGUNDA FASE
FUNDACE e ACIRP divulgam segunda fase da pesquisa sobre a qualidade de vida na cidade de Ribeirão Preto.
 

Extraído de: Gazeta de Ribeirão

Clique aqui para ter acesso aos números da pesquisa.


Onde tem de mudar
Indicadores de Ribeirão
Pesquisa revela que transporte e saúde são os serviços com níveis mais elevados de insatisfação


RAISSA SCHEFFER


Gazeta de Ribeirão

raissa.lopes@gazetaderibeirao.com.br

Saúde e transporte são os campeões de insatisfação entre os moradores de Ribeirão Preto, segundo estudo da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia de Ribeirão (Fundace). De acordo com a pesquisa Indicadores de Percepção, divulgado o­ntem, 64,3% dos entrevistados disseram estar totalmente insatisfeitos com os serviços de saúde pública e 48,9% pensam o mesmo em relação ao transporte coletivo.


A pesquisa, feita em parceira com a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp), ouviu 338 moradores da cidade nos meses de abril a junho e avaliou a qualidade de serviços essenciais, de educação, segurança, lazer e limpeza. “A proposta era ouvir a população para criar um indicador que orientasse as empresas”, disse o presidente da Acirp, José Carlos Carvalho.


A ajudante de estoque Maria do Carmo Marques, 53, considera a espera por atendimento o principal defeito da saúde. “Cheguei a ficar uma dia todo esperando”. Para a secretária municipal da saúde, Carla Palhares, o resultado não é novidade. “Sabemos do nível de insatisfação, assumimos a secretaria e começamos a atuar nos pontos críticos. Reduzimos a espera por atendimento de emergência nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que antes era de dias, e hoje é de horas”, disse. De acordo com Carla, a atual administração ainda tem três anos para mudar o perfil da saúde e melhorar a percepção da população.


O transporte está em segundo lugar em descontentamento dos moradores. Para a aposentada Teresa Dias, 73, o problema são alguns motoristas e os horários dos ônibus. “Muitos não respeitam os passageiros e existe atraso em algumas linhas.”


Com relação a outros serviços, como o de estabilidade da rede elétrica, 13% dos entrevistados disseram estar totalmente insatisfeitos e 22% não estão satisfeitos com o serviço de abastecimento de água. A educação registrou o maior nível de insatisfação em relação ao atendimento de pessoas com necessidades especiais, 35%. E 58% dos moradores ouvidos se sentem poucos seguros.


UNIVERSO

338 Moradores foram ouvidos de janeiro a junho para a pesquisa

Transerp tem baixa confiança


O nível de confiança nas instituições que prestam serviços na cidade também foi medido pela pesquisa da Fundace e da Acirp. O Corpo de Bombeiros liderou a lista, com 77,1% de confiança dos entrevistados. Na outra ponta da lista ficou a Transerp, empresa que gerencia o trânsito e o transporte em Ribeirão, com 19,6% de confiança total dos moradores —46,5% disseram não confiar na autarquia. A estudante Carla Maria Santos, 19, disse que o atendimento nos postos da Transerp é razoável, mas os ônibus e a sinalização são os principais problemas. “Acho que não existe uma estrutura boa no trânsito da cidade.” O superintendente da Transerp, Wiliam Latuf foi procurado para comentar a pesquisa, mas não respondeu até o fechamento desta edição. (RS)


64% estão mais felizes hoje

As opções culturais e de lazer na cidade também não satisfazem plenamente os moradores entrevistados —38,7% se declararam totalmente insatisfeitos com os serviços. “Falta melhorar o sistema de informação a população dos eventos culturais em Ribeirão”, disse José Carlos Carvalho, presidente da Acirp. Apesar das obras antienchente, 77,5% dos entrevistados disseram estar insatisfeitos com o controle de enchentes na cidade. Os índices de satisfação pessoal dos moradores também foram levantados. “Conseguimos mostrar se eles estão felizes na cidade”, disse o professor da Fundace, Jorge Henrique Caldeira. Segundo a pesquisa, 63% consideram a vida interessante, 50% têm momentos de alegria intensa e 64% estão mais felizes hoje do que no passado.

 

 
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