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ÍNDICE DE EXPECTATIVA DO EMPRESÁRIO • RIBEIRÃO PRETO
Pesquisa revela que maioria dos empresários de Ribeirão creem que vão faturar mais e planejam contratações.
 
Extraído de: Gazeta de Ribeirão

Clique aqui para ter acesso aos números da pesquisa.

Ânimo renovado

Economia em recuperação Pesquisa revela que maioria dos empresários de Ribeirão creem que vão faturar mais e planejam contratações

RAISSA SCHEFFER
Gazeta de Ribeirão
raissa.lopes@gazeaderibeirao.com.br

O início da retomada econômica animou os empresários de Ribeirão Preto, que estão mais otimistas em relação ao mercado para os próximos meses. De acordo com a pesquisa Índice da Expectativa dos Empresários, feita pela Fundace e Acirp, 80% dos entrevistados disseram acreditar que o faturamento vai crescer nos próximos seis meses e 77% devem aumentar seu quadro de funcionários. E para a maioria dos empresários, a crise não é o principal problema de mercado, e sim a concorrência.

Para Cláudio Miranda, presidente da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), os números mostram uma avaliação econômica positiva. “As expectativas estão muito boas.” A pesquisa, realizada em setembro com 253 empresas, tem foco no setor de comércio e serviços; apenas 2% dos entrevistados pertencem à indústria.

Um dos dados mais positivos da pesquisa, segundo Miranda, é a maioria dos entrevistados acreditarem que seu faturamento deve crescer, e apenas 1% esperar queda. A percepção sobre o quadro econômico brasileiro também está boa: somente 3% disseram que a situação vai piorar nos próximos seis meses. Em relação às contratações, os resultados também foram satisfatórios, e a minoria dos empresários deve demitir (1,9%).

As empresárias Vera Lúcia Damasceno Pelicani e Silvia Cristina Marcondes, donas de uma loja de artesanato e um ateliê, retratam o resultado obtido no estudo. Elas estão há pouco tempo no mercado, 15 dias, mas já têm planos para a expansão e estão confiantes no futuro. “Estamos otimistas, mas com o pé no chão. Queremos crescer pois acreditamos no nosso trabalho”, disse Vera. Para Silvia, a falta de confiança no negócio é o principal problema. “A crise a gente supera.”

E a maioria dos empresários não vê a crise como principal obstáculo —25% apontaram a concorrência como principal problema. A crise veio em segundo lugar (20%). “Por um lado, esse indicador é positivo, pois leva o setor a melhorar a qualidade”, disse José Carlos Carvalho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp).

Índice revela satisfação com presente

O Índice de Expectativa dos Empresários não mostrou apenas um quadro positivo para o futuro. Os resultados obtidos em relação às condições econômicas no mês em que a pesquisa foi realizada (setembro) também foram satisfatórios. O faturamento da maioria das empresas, cerca de 72%, estava em um patamar bom ou normal. A situação da economia brasileira nos últimos seis meses estava de boa a ruim para 55% dos entrevistados. “Os números mostram um comportamento favorável, mesmo com crise”, disse Cláudio Miranda, presidente da Fundace. O emprego também mostrou bons indicadores. Apenas 15,5% dos empresários disseram que tinham menos funcionários, em comparação com seis meses atrás. Em relação às dificuldades enfrentadas, um ponto chamou a atenção. Cerca de 20% dos empresários tem problemas para encontrar funcionários qualificados. “E a Acirp vai atuar para melhorar esse quadro”, disse José Carlos Carvalho, presidente da entidade, que deve usar a pesquisa para conhecer melhor o setor. (RS)

Veja alguns números do levantamento da Acirp

253
É o numero total de empresários entrevistados pela pesquisa Índice de Expectativa dos Empresários.

106 É o Índice de Expectativa dos Empresários (IEE) medido pelo estudo da Fundace em setembro.

27,9% Porcentagem de empresários do setor de serviços que encaram os tributos e impostos como principal problema enfrentado.

26% Total de empresários do setor de comércio que encaram a concorrência como principal problema enfrentado.

28% Total de empresários do setor de serviços que encaram a crise como principal problema enfrentado.

18% Total de empresários do comércio que encaram a crise como principal problema enfrentado.

 
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